Uma ameaça paira sobre a cannabis medicinal na França: os pacientes ficarão privados do tratamento a partir de 1º de janeiro?

Em junho de 2022, um ensaio clínico com cannabis medicinal foi iniciado na França, oferecendo a milhares de pacientes uma nova esperança em sua luta contra a dor crônica e doenças graves. No entanto, essa iniciativa agora parece estar ameaçada. A menos que uma decisão governamental seja tomada em breve, esses tratamentos podem desaparecer já no próximo ano, mergulhando muitos pacientes na incerteza. Contexto do ensaio clínico com cannabis medicinal na França A implementação do ensaio clínico com cannabis medicinal foi vista como um grande passo adiante na área da saúde pública. Seu objetivo era duplo: avaliar a relevância clínica de produtos derivados da cannabis e avaliar a viabilidade logística de sua distribuição controlada. O ensaio clínico deveria durar dois anos, permitindo que as autoridades de saúde coletassem dados suficientes para decidir se continuariam ou não com o programa. Publicado oficialmente pela ANSM (Agência Nacional Francesa de Segurança de Medicamentos e Produtos de Saúde), este ensaio clínico visava oferecer uma alternativa terapêutica para pacientes sem outras opções de tratamento, ou seja, aqueles para os quais os tratamentos convencionais não estavam apresentando os resultados esperados. No entanto, sem uma prorrogação rápida, essa possibilidade corre o risco de desaparecer já em 1º de janeiro.

As razões para o impasse

De acordo com declarações recentes de associações de pacientesO principal obstáculo reside na indecisão política. De fato, apesar dos resultados promissores do ensaio clínico, nenhuma medida concreta foi tomada para estender o programa além da data de término inicial. A Sociedade Francesa para o Estudo e Tratamento da Dor emitiu recentemente um alerta contundente em um comunicado à imprensa, indicando que, sem uma ação governamental imediata, os medicamentos à base de cannabis não estarão mais disponíveis a partir de janeiro.

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Essa situação se deve, em parte, à recente transição governamental, que deixou muitas questões urgentes sem solução. Entre elas, a cannabis medicinal parece ter sido relegada a segundo plano, obrigando milhares de pacientes a enfrentar o futuro sem esse tratamento promissor. O Sr. Bayrou, provável primeiro-ministro, foi pressionado por diversos grupos a se posicionar sobre essa questão crucial.

Consequências para os pacientes: A interrupção repentina do ensaio clínico pode ter efeitos devastadores sobre os pacientes que se beneficiam dele. Para esses pacientes, a cannabis medicinal costuma ser o último recurso após a falha de múltiplos tratamentos convencionais. Eles geralmente sofrem de condições graves, como dor neuropática crônica, espasmos relacionados à esclerose múltipla ou síndromes epilépticas resistentes a medicamentos em crianças. De acordo com diversos depoimentos coletados, a introdução da cannabis medicinal em seus protocolos de tratamento melhorou significativamente sua qualidade de vida. Sem a continuidade do estudo clínico, eles correm o risco de retornar ao seu estado anterior, marcado por intenso sofrimento e uso abusivo de opioides, conhecidos por seus graves efeitos colaterais e potencial viciante. Um apelo sincero de associações e profissionais de saúde. Diante da urgência da situação, diversas associações e profissionais de saúde estão se mobilizando. Por exemplo, o Comitê Científico de Cannabis Medicinal da ANSM (Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos de Saúde da França) emitiu vários pareceres favoráveis ​​à manutenção e até mesmo à expansão deste estudo clínico. O grupo de especialistas expressa veementemente sua preocupação com as potenciais repercussões de uma interrupção abrupta do acesso ao tratamento para pacientes que atualmente recebem cuidados.

Ao mesmo tempo, cartas abertas e artigos de opinião foram publicados para alertar os legisladores sobre a importância desta decisão. Muitos esperam que uma legislação clara e favorável seja emitida antes da data crucial. Eles enfatizam, em particular, o atraso da França em comparação com outros países europeus onde a cannabis medicinal já é parte integrante do tratamento terapêutico. Impactos Econômicos e Sociais

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Além dos imperativos médicos, a continuidade do estudo clínico com cannabis medicinal também envolve significativos impactos econômicos e sociais. Em termos econômicos, a integração a longo prazo da cannabis medicinal no sistema de saúde francês poderia gerar benefícios substanciais. Diversas empresas farmacêuticas já estão se preparando para investir fortemente em pesquisa e desenvolvimento de produtos à base de cannabis.

De uma perspectiva social, permitir o acesso contínuo à cannabis medicinal significaria o reconhecimento institucional e a validação das necessidades específicas dos pacientes em questão. Essa abordagem seria percebida como um gesto forte em relação aos pacientes que muitas vezes são estigmatizados e incompreendidos, aumentando a confiança entre os cidadãos e o sistema público de saúde. Possíveis soluções e caminhos para reflexão

Existem diversas vias de reflexão e soluções potenciais para evitar uma interrupção abrupta do atendimento. Entre elas, uma rápida alteração na lei de financiamento da Previdência Social poderia garantir a continuidade legislativa do experimento. Outra solução seria iniciar imediatamente uma fase de transição, envolvendo ampla consulta com as partes interessadas: pacientes, médicos, pesquisadores e representantes institucionais. Por fim, aprender com experiências internacionais ajudaria a estruturar e acelerar a tomada de decisões. Modelos de países como Alemanha, Canadá e Israel demonstram que uma regulamentação inteligente e bem estruturada pode levar a resultados significativos tanto para os pacientes quanto para o sistema de saúde.

O Futuro Incerto da Cannabis Medicinal na FrançaA incerteza em torno do futuro da cannabis medicinal na França preocupa tanto especialistas quanto o público em geral. Os esforços conjuntos de associações de pacientes, grupos de profissionais de saúde e especialistas científicos destacam as altas expectativas e os riscos associados a uma possível reversão. No entanto, sem uma intervenção rápida do governo, esse valioso avanço médico pode ser esquecido.

Nesse contexto, é essencial manter a pressão sobre os tomadores de decisão política. A mobilização cidadã pode desempenhar um papel decisivo na influência das decisões governamentais. Uma mudança de rumo, baseada na escuta atenta e na análise rigorosa dos resultados obtidos durante o ensaio clínico, poderia definitivamente colocar a França entre as nações progressistas no campo da medicina complementar e integrativa. Apoiar as iniciativas das associações de pacientes.

Incentivar o diálogo entre as diversas partes interessadas.Buscando inspiração em modelos estrangeiros bem-sucedidos para um arcabouço regulatório eficaz.

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( Rédacteur en chef spécialisé en CBD )
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